Já sentiu vontade de fugir de um hotel?


Top 3 das piores experiências em hotéis.



Contratempos com hospedagens tendem a ser minha maior preocupação quando saio de casa. Se estiver em uma viagem de trabalho, espero que o quarto proporcione o conforto necessário ao restabelecimento das energias. Em viagens de férias, quero isso e um pouco mais. Quem não?
Para me resguardar de incidentes desagradáveis e evitar dores de cabeça, apelo para todos os recursos: sites de opiniões, resenhas de influenciadores, notas em sites de reserva. Observo as fotos de hóspedes e dou o devido “desconto” às opiniões que parecem ser exagero ou situações pontuais. No entanto, nada nos salva de um contratempo ou outro.
É fato que algumas situações poderiam ser minimizadas com o mínimo de expertise ou bom senso por parte dos administradores ou de atendentes do estabelecimento. Mas, no geral, a sensação que tenho, a cada dia que passa, é que o staff dos hotéis e pousadas não sabe lidar com as situações de desagrado ou, quando o fazem, é com as “respostas prontas” que passam mais a impressão de querer ultrapassar o incidente de qualquer forma do que a preocupação com a experiência vivida pelo cliente.



Segue o Top 3 das piores experiências:

3 – Visita da madrugada

Este incidente, felizmente, não aconteceu comigo. Mas, com um cliente meu. Reservei um hotel para que ele pernoitasse após a realização de uma palestra. Por volta de 2h30, ele acorda com o som da porta. Uma senhora estava a entrar no apartamento, como se fosse o seu. Ambos ficaram assustados: ele, de pijama a despertar, ela a entrar no apartamento e encontrar um homem desconhecido na cama. Ele tentou dormir, depois de esclarecido o incidente. E foi novamente despertado, a receber a ligação do rececionista com um pedido de desculpas, mais de uma hora depois do ocorrido. Foi uma madrugada bem agitada.

Eu já imaginei milhares de desfechos ainda mais traumáticos para esta situação…

2 – Banhos com os pombos



Em um hotel do Alentejo, Portugal, nas últimas férias de verão, dispensei hotéis de categoria superior pela ausência de uma piscina dentre os itens de lazer disponíveis. Ao chegar, trocamos de roupa e fomos direto para um banho. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar mais de 30 pombos a tomar banho na piscina do hotel, além de toda a área coberta de excrementos. Falei com a receção do hotel, que disse ter consciência da situação que, segundo ele, era enfrentada por todos os hotéis da região. Perguntei o motivo para não terem interditado a piscina neste período e o que o rececionista me respondeu foi que “ele concordava com esta abordagem, embora a gerência tenha decidido não o fazer”. Já à plataforma de reservas, com quem fiz contacto para cancelar a estadia, ele disse “não ter conhecimento da situação por ausência de reclamações”. Tive que fazer um ensaio fotográfico da piscina dos pombos para comprovar o que relatei. Para que mentir?

1 – Resort & Spa na Bahia – atender para evitar

Em uma hospedagem de luxo, all inclusive na Bahia/Brasil, tivemos uma série de contratempos: quarto sem limpeza por dias, piscina suja, restaurantes temáticos em que os horários de agendamento não eram cumpridos, ventoinha de teto que caiu sobre as pessoas. Todas as insistentes reclamações ao serviço de receção foram “solenemente ignoradas”, com o pretexto de que seriam tratadas pela Relações Públicas do hotel, que só trabalhava no horário comercial. Na segunda pela manhã, ouviu meu depoimento e disse que entraria em contacto, com uma proposta de reparação da experiência (como se isso fosse possível). Ligou para si? Para mim, nunca.

Imprevistos acontecem. Lógico que é importante trabalhar para evitar determinadas situações. Mas, um bom atendimento conseguiria minimizar os traumas às experiências vividas. Não acham? A abordagem realizada, nos três casos, foi a pior possível.
Já passou por experiências semelhantes?
Conte-nos a sua história.

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