Portugal teve 12 milhões de turistas entre janeiro e junho de 2019
Segundo o INE, as unidades hoteleiras faturaram quase 1,8
mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano.
Já se sabia, mas agora os números são oficiais. Há cada vez
mais turistas em Portugal. Os dados revelados esta quarta-feira, dia 14 de
agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, só entre
janeiro e junho de 2019, as unidades hoteleiras nacionais receberam um total de
12,1 milhões de hóspedes. De acordo com o INE, o número registado no primeiro
semestre do ano representa um crescimento de 7,6%, em relação ao mesmo período
do ano passado.
Mais turistas significa também mais dinheiro para os hotéis:
nos primeiros seis meses do ano as dormidas geraram receitas que ascenderam a
1,78 mil milhões de euros. Estes números contemplam hóspedes portugueses, mas
os estrangeiros continuam a liderar. Do total de turistas, 7,31 milhões (um
aumento de 6,8%), diz respeito a não residentes em Portugal. Os portugueses têm
um peso menor — 4,81 milhões — mas registam um crescimento superior, com uma
subida de 8,9% face ao registado no primeiro semestre de 2018.
As dormidas cresceram 4,7% para um total de 30,5 milhões,
muito por causa dos hóspedes nacionais. Mas o tempo que os hóspedes passaram no
País diminuiu, para uma média de 2,52 noites.
Os hotéis continuam a ocupar o primeiro lugar nas
preferências de estadia, representando 83,6% de todas as dormidas (25,5
milhões), seguidos do alojamento local e do turismo rural e de habitação. Se
olharmos apenas para os dados de crescimento, verificamos que os alojamentos
locais lideraram todas as subidas: 15,8%. O turismo de espaço rural e de
habitação aumentou 9,2%. As dormidas aumentaram em todo o País, e o Alentejo
destacou-se (1,19 milhões).
Em termos geográficos, a liderança manteve-se no Algarve,
com 8,62 milhões de dormidas, e a Área Metropolitana de Lisboa, com 8,53
milhões. A Região Autónoma da Madeira, foi a única que registou uma descida
face ao ano anterior, para os 3,58 milhões.
Por Sofia Robert, originalmente publicado em NIT



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